A Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC) transformou-se, esta quinta-feira, 30 de abril, no epicentro do pensamento constitucional português. A conferência "A Faculdade de Direito de Coimbra e a Constituição" assinalou o meio século da Lei Fundamental com um programa intenso que cruzou o passado da Assembleia Constituinte com os desafios do futuro.
Aguiar-Branco: "A Constituição tem o ADN de Coimbra"
A sessão de abertura contou com a presença do Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que sublinhou a dívida de gratidão do país para com a academia de Coimbra. No seu discurso, o PAR destacou que a "Escola de Coimbra" foi a bússola intelectual que guiou a redação do texto de 1976, enaltecendo a ligação umbilical entre o saber científico e a prática política parlamentar.
O Programa: Entre a Memória e o Legado
1. Testemunhos da História
Um dos momentos altos foi o painel que reuniu Vital Moreira e Costa Andrade. Na qualidade de antigos deputados da Assembleia Constituinte, ambos partilharam memórias vívidas sobre o clima de debate e a responsabilidade de fundar um Estado de Direito. Foi uma oportunidade rara de ouvir quem, no terreno, negociou os princípios que hoje regem a nossa sociedade.
2. Homenagem aos Arquitetos da CRP
A conferência recordou com reverência os grandes vultos da FDUC que foram fundamentais na estruturação do regime:
- Barbosa de Melo e Carlos Alberto Mota Pinto: Figuras centrais na moderação e construção partidária.
- Lucas Pires: O brilho do pensamento democrata-cristão na Constituição.
- Gomes Canotilho: Referenciado como o mestre que, até hoje, define a interpretação da nossa Lei Fundamental.

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